14/11/2011

[Seriado] Os Sobreviventes – Episódio 3

- Carol... Carol - Ecoou um grito do meio da multidão de refugiados. Era Maiara, sua amiga.

Carol virou-se para traz e viu sua amiga, Maiara que corria no meio da multidão.

- Maiara, o que faz aqui? Como conseguiu sobreviver? - Questionou Carol.

- Apenas me escondi em casa, e ouvi carros de som ontem que nos chamavam para cá. Venci o medo e vim! - afirmou Maiara.

Duas amigas se reencontram em meio a um catástrofe, e abraçadas emocionam-se e por algum tempo ficam ali. Como se um abraço desse força pela vida inteira.

A multidão permanecia em silêncio, observando as duas em extrema alegria por estarem vivas.

O silêncio é rompido mais uma vez por gritos de um sentinela.

- Alto! Quem vem? - Questiona o sentinela.

- Sou eu, Rood.

Rood, carregava a imagem de Jesus Cristo nos braços, trazendo do hospital a qual tinha ficado minutos atrás.

- Ajudem ele! - Gritou o comandante Fellipo.

E a multidão perplexa, caminhou ao encontro de Rood, e ajudaram ele carregar a imagem. Visivelmente cansado, apoiou-se naquelas pessoas, que o carregaram para dentro do quiosque. Sua face, demonstrava uma tremenda fadiga. Os seus olhos, levantaram-se uma última vez, antes que desacorda-se, para olhar Carol, que caminhava em sua direção, demonstrando alegria por mais uma vez reve-lo.

Desacordado, foi medicado por Patricia. E estava descansando. Carol, ficou ali, por mais de 5 horas ao seu lado, como se pudesse sonhar junto com Rood. Como se ele fosse um familiar seu, ela cuidava dele, velando seu sono e o protegendo.

A multidão, que ainda estava na praça durante toda a manhã, pela primeira vez via sinais de esperança. E sua esperança estava ali, descansando de uma longa batalha.

Paloma encontrava-se em plena atividade dentro da comunidade que se formará ali. Ajudava pessoas, e motivava a muitos a terem o mesmo caráter que o seu.

A vida é parte de um jogo, talvez de xadrez, onde o rei é a esperança de um novo recomeço. É preciso manter o rei protegido. Ou xaque-mate para a morte.

Carol mal podia abrir os olhos, havia passado a noite em combate ao lado de seus amigos, e ainda permanecia acordada esperando Rood acordar para lhe agradecer. Seus olhos pesavam, o sono parecia domina-la, mas ela manteve-se firme. Assim, que Rood despertasse queria ela ser a primeira a abraça-lo. Todos ali a aconselhavam a dormir, descansar um pouco. Ela se recusava. Estava convicta do seu propósito.

E começavam a chegar mais e mais pessoas a praça, e estava sendo decidido num outro local a rota de evacuação. Para levar os sobreviventes para a Fazenda Santa Ana.

O tempo já estava perto do meio-dia, quando Fellipo chamou a todos, e começou-lhes a falar:

- Senhores e senhoras, partiremos dentro de 30 minutos, faremos grupos de 50 pessoas, e caminharemos rumo a Santa Ana, um novo lugar para recomeçar. Mas antes, devo-lhes dizer, que todos lá terão uma tarefa. Todos trabalharão, jovens, mulheres e homens. Todos terão uma tarefa. Lá, não é lugar de parasita. O homem comerá o fruto do seu trabalho. Caminharemos por 3 horas  descansaremos por 1 horas. E chegaremos em dois dias na fazenda. Bem vindos ao recomeço, a caminhada para uma nova vida pode começar tarde, mas se é do desejo de vocês sobreviverem, chegaremos lá com vida.

O povo aplaudiu as belas palavras de Fellipo, que continuou a falar:

- Não levaremos nada pesado, e mesmo que nosso novo membro, Rood, tenha trago essa imagem, ela ficará para traz. Não temos como carrega-la.

O povo, começou um murmúrio, como exclamando, que o sacrifício  Rood fosse em vão. Alguns gritavam, a imagem vai. Ou concordavam com Fellipo. Havia uma decisão a ser tomada. Quando Paloma caminhou até o comandante e disse:

- Senhor, se não fosse por ele não estaríamos vivos!

- Como assim? Sempre estivemos seguros aqui! - Exclamou Fellipo.

Quando Paloma, baixou a cabeça, e pensou o que iria falar por alguns segundos...

- Senhor, eu pude ler os pensamentos deles. Eles sabiam onde vocês estavam. E iriam atacar essa noite aqui, mas graças a Rood, que matou um dos líderes daquela coisa. Houve uma mudança de planos. E eles resolveram esperar. E deixaram o ataque para segunda feira. Eles salvou a todos.

Fellipo, baixou cabeça, e pensou por um instante. Enquanto Paloma continuou.

- Senhor, ele trouxe esse imagem por algum motivo especial, não por ser uma imagem de Jesus. Devemos questionar a ele se ele quer que ela vá junto. Ou deixaremos ela.

Carol, tentava a todo custo acordar Rood, mas sem sucesso. Ele continuava apagado. Dormia como se nada tivesse acontecendo. Paloma continuou com suas palavras.

- Eu sugiro a todos que esperemos ele acordar e perguntamos o que ele quer que a gente faça com essa estátua. O que ele responder, o faremos. Ele salvou a minha vida hoje mais cedo, e estou disposta a dar minha vida por esse objeto que pertence a ele. Alguém está comigo?

A multidão se olhava, quando Carol bravejou:

- Eu ficarei com você Paloma!

Outros amigos das duas, as apoiaram. E em poucos segundos praticamente todos estavam em apoio de levar a estátua com eles.

Fellipo mais uma vez, abaixou a cabeça. Respirou tão fundo antes de dizer:

- Vocês querem levar essa coisa. Levem vocês. Preciso de todos os homens disponíveis para se preciso lutar, defender-mos vocês.

E a multidão começou a preparar a partida. Rood, ainda estava desacordado. Carol permanecia ao seu lado. Paloma organizava um jeito de carregarem a estátua. E Fellipo dava instruções aos seus homens.

O que será que Rood viu de tão importante naquela estátua? Rood seria o herói dessa gente? Porque Rood não acordava?

Amanhã saberemos as respostas para essa perguntas, no episódio 4. Fiquem ligados e compartilhem. Ajudem-me.

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