14/11/2011

[Seriado] Os Sobreviventes – Episódio 4

O grupo de sobreviventes está esperançoso com os últimos acontecimentos com o grupo. A felicidade é visível nessas pessoas que tem passado por poucas e boas, desde o dia 11 de Novembro. Alguns ainda choram pela perda de seus entes queridos. Outros, alegram-se com a chegada de novas pessoas vindas de todas as regiões de Canguçu.

Rood está dormindo a 18 horas e nada do que façam consegue acorda-lo. Já se aproxima da noite, e eles tem que partir para a Fazenda o quanto antes, já que as revelações de Paloma, trouxeram novos fatos. Carol ainda permanece ao seu lado.

Fellipo reunido com seus subordinados tenta arrumar um jeito para a evacuação rápida antes da meia noite desse domingo. Patricia o alerta sobre alguns feridos que não podem ser removidos pois não aguentariam a viajem.

Tantas decisões que esse homem precisa tomar, que nenhum desses sobreviventes gostaria de estar na pele dele. Talvez nem ele mesmo gostaria de tomar essa decisão. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

A multidão fica a espreita de novidades, poucos arriscam-se a conversar, muitos sentados com os olhos ao céu. A fé de alguns ainda continua inabalável. Outros, não mais acreditam em Deus. A destruição de suas vidas os afetam tanto, que muito poucos ainda conseguem desenvolver algum trabalho. Mães se desesperam em busca de seus filhos. A dor dessa gente é insuportável, não pode nem ser transmitida em texto, por não haver expressão escrita compatível com os lamentos.

- Rood, você está bem? - Questiona Carol.

Rood, lentamente abria os olhos, e observava o lindo sorriso de Carol, porém manteve-se em silêncio não respondendo a pergunta de Carol. Por alguns segundos ficou ali, a observando, surpreso por ser ela a primeira pessoa que ele via após o sono. E questionou a ela:

- Onde está a Paloma?

- Ela está bem, Rood. Estávamos esperando você acordar, você dormiu por mais de 18 horas. - Afirmou Carol.

- Onde estão minhas roupas?

- Nós lavamos para você, estão aqui,  vista-se.

Ele levantou-se, envolvido no lençol que o cobria, pedindo que Carol se retirasse do ambiente para que ele pudesse se vestir. Ela levantou-se e retirou-se do local para que ele pudesse se vestir. Antes de sair ela pediu que ele fosse rápido, já que ela estava buscando Paloma, para encontra-lo.

Rood, vestiu-se. Suas roupas estavam limpas e cheirosas, roupas essas que Carol havia lavado ela mesmo. Ela cuidou dele por 18 horas sem descansar um segundo. Na mente dela, um único pensamento fluía. A de que se "ele não havia dormido por 2 dias seguidos para salvar seus amigos, o que dirá de mim. Devo cuidá-lo".

Enquanto Paloma adentrava no recinto, Rood, a olhava com extrema alegria e abria um sorriso para recebe-la.

- Você está bem? - disse ele.

- Graças a você, e seus novos amigos, estou bem e ajudando as pessoas aqui, partiremos daqui a pouco rumo a fazenda Santa Ana, há a promessa de que lá teremos um novo lar, será o nosso recomeço.

- Vocês estão enganados, se não os vencermos eles nos seguirão até lá. Eles são como cães caçadores, e nós somos as presas, onde está a imagem de Jesus Cristo que trouxe do hospital, coloquei os nomes de pessoas que ainda residem em Canguçu, e que estão escondidas dentro de suas casas. E eu vou protege-los. Só sobreviverão, se nós proteger-mos eles. Não há para onde correr.

- Como assim? - questionou Paloma

- Eles precisam da gente. Na estátua coloquei os nomes de todos os nossos amigos e conhecidos, mantenho a lista em segredo. Eles não são tão evoluídos como pensávamos a alguns anos. Eles estão roubando informações de nossos cérebros. É isso que eles querem nossa sabedoria.

Paloma olhou com um ar de dúvida, já que se não eram evoluídos como chegaram ao nosso planeta. O que ninguém sabia é que Rood, foi capturado no dia 9 de Novembro, e foi mantido prisioneiro. E teve dialogo com esses seres interplanetários. Rood, sabe que depois que a informação é coletada são mortos. Rood acredita que eles buscam os sentimentos das pessoas e eles querem decifrar isso. Porém nem nós mesmos, conseguimos nos decifrar. Matarão a todos nós e não terão informações completas.

Rood, dirige-se até a imagem do santo, e a quebra na frente de todos, e ali estava um papel, uma lista numa folha de caderno com os nomes e endereços de pessoas que sobreviveram ao ataque, e que estavam escondidas em suas casas.

- Vou busca-los, Paloma, leve todos daqui, haverá um ataque amanhã nessa praça, fiquem firmes, cuide das pessoas. - falou Rood.

Interrompido por Carol, que disse:

- Eu vou com você, e mais dois amigos vão juntos, podemos salvar a todos.

- Carol, porque você quer ir, sabe que é muito perigoso...

- Tenho arma, posso distraí-los e de repente matar alguns deles.

- Você e ninguém daqui entendeu ainda que é impossível de mata-los com nossas armas. Eles absorvem tudo que é de metal e isso os deixa mais fortes. Só com essa espada é possível feri-los. - Falou Rood, enquanto mostrava a lista, e os nomes de alguns amigos que ele deveria salvar.

- Vou atrás do Augusto e da Suélen, o sonho deles era casar, e hoje estão acuados na casa deles. Sabe-se lá se ainda estão vivos.

Nesse instante, entra Fellipo, que repudia a saída deles em busca de amigos. Tentando os convencer de não partirem do local, a não ser se forem para fazenda.

- Rood, eu não sei quem é você, e pouco me importa o que você já fez na vida. Mas, quero que reconsidere meu pedido, fique aqui conosco, e protegeremos você. - afirma Fellipo

- Você não pode me proteger, e nem a ninguém daqui. Suas armas são ineficazes contra essas baratas intergaláticas. Faça o que você está planejando e leve o maior numero de pessoas que puder para a fazenda. Deixe pra traz os feridos, eles já estão mortos. E meu conselho é que corram o mais rápido que puderem.

Rood deixou Fellipo furioso e calado. Ora, como pode um simples homem achar que militares não podem proteger os civis. A realidade é mais dura do que parece. Rood, lavou o rosto, enquanto Carol e Paloma preparavam a mesa para comerem.

- Meninas, chamem todos que desejam ficar e lutar, 5 voluntários está bom, e traga-os aqui. Vamos comer e partir, pegaremos mais espadas desse metal que é capaz de ferir esses monstros. E vamos atras do Augusto e da Suélen.

As duas correram para encontrar voluntários que quisessem lutar, Paloma seguiria com o grupo, e com o rádio para entrar em contato com Rood, Carol e mais 4 amigos, entre eles Jack, iriam ficar ao lado do Rood.

Carol e seus amigos, caminharam até a cantina, e na volta da mesa, Rood olhou para cada um deles, e começou dizendo que:

- hoje quem ficar ao meu lado caminhará ao lado da morte também, não há espaço para a covardia, quem ficar... deverá saber que dará a vida por desconhecidos. Ninguém vai obriga-los a nada. Lutamos pela liberdade de nossos amigos e conhecidos, ou talvez se encontrar-mos mais alguém pelo caminho levaremos juntos. E os protegeremos de verdade. Depois de nos alimentar-mos, partiremos imediatamente rumo ao desconhecido. Visitaremos cada casa, cada local, em busca de sobreviventes, e aqui está uma lista por onde deveremos procurar. Se alguém quiser desistir, não ha problema, depois de partir, se quiser desistir eu mesmo o matarei como desertor. Ou há lealdade ou não há mais nada. Se estão comigo, comam.

Carol não havia dormido, mas Rood não sabia disso, e ela realmente precisava descansar.

Todos se alimentavam, menos Rood, quando questionado por que ele não comeria, ele disse:

- Comam, precisarão de força. Comerei se sobrar.

Estavam ali, um grupo de 6 guerreiros disposto a salvar a vida de outros, e estavam prestes a entrar no desconhecido para eles, entender como vencer os alienígenas. E reaprender a usar uma espada.

Estava escurecendo, Paloma reuni-se com o grupo que partia para fazenda, Rood dava instruções ainda à mesa para o grupo que terminava de alimentar-se.

- Rood, coma um pouco. Por nós - pediu Carol a ele.

Finalmente ele sentou-se à mesa, mas não por muito tempo, comeu rapidamente, e disse:

- Estou pronto, e estou saindo, arrumem-se já estamos indo buscar o Augusto e Suélen,

Todos se levantaram da mesa, e dirigiam-se  ao hospital para pegar as espadas que ficaram para traz dos alienígenas que haviam morrido. Caminhavam depressa, pois o tempo de Augusto e Suélen era curto, mal sabiam se eles estavam vivos, mas Rood, tinha que verificar se os amigos estavam bem.

- Caminhemos mais rápido. - disse Rood

Ainda na praça, as últimas instruções eram dadas pelo Fellipo ao grupo que partiria naquele instante para a fazenda Santa Ana.

Será que sobreviverão a essa longa caminhada? Será que Rood, conseguirá salvar seus amigos, Augusto e Suélen? Bom, saberemos disso no próximo episódio que vem amanhã. Fiquem ligados e curtam no facebook.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Favor usar o cérebro ao comentar!! Grato!!!