03/01/2012

Vila Maria da Penha –Trecho do Novo Livro

Uma excelente ideia concebida agora pelas minhas melhores “Paloma Fraga” e “Carol Centeno” onde vou relatar as brigas mais emocionantes de jovens casais que mesmo se amando, passam a se agredir fisicamente. Diga-se de passagem, elas são intocáveis, se elas casarem e seus maridos a agredirem ai vai ser com o Gegê a guerra.

Eu sei que minha vila não se chama Maria da Penha, mas pelo alarmante dado que lhes trago agora, estou cogitando a possibilidade da troca de nome.

Dos 96 apartamentos da minha vila, pelo menos 32 casais já se confrontaram fisicamente, ceifando a felicidade que deveria ser em ter alguém ao lado para compartilhar os bons momentos da vida a dois.

Agressor: Namorado
Vitima: Namorada
Motivo: Ciúmes dela

Relato:

Por volta da uma hora da manhã do dia três de janeiro de 2012, isso bem no começo do ano, um jovem casal de namorados, do prédio da frente do meu, começa uma discussão banal, regada à futilidades como o ciúmes, paranoias e outras tantas coisas ignóbeis que destroem os relacionamentos.

Aos poucos aquela discussão transforma-se em uma agressão física, como se não bastasse as ofensas proferidas pelo namorado, para humilhar a moral de sua “amada”.

O casal, desce a rua, sumindo na escuridão de uma noite sem luar, apenas ouve-se os gritos e os sons de tapas que vitima recebia do seu namorador inquisidor.

Ouvindo os pedidos de ajuda da moça, o irmão da vítima, corre com sua namorada para tentar defender a irmã salvando como um verdadeiro herói das garras cruéis de um namorado ciumento, cujo o único propósito é machucar quem lhe ama.

Ao retirar sua irmã, a discussão entre os cunhados se acirra, terminando em trocas de palavras ofensivas:

- Covarde! -  grita o irmão da vítima – que complementa com outras palavras para atrair o namorado de sua irmã para um confronto físico.

- Você só bate em mulher! Quero ver tu bater em mim seu merda! – conclui.

O confronto entre os dois se torna inevitável quando o irmão da vitima, toma uma pedra do chão, e desfere contra o cunhado agressor, acertando-lhe na perna.

Depois de alguns socos, a turma do “deixa disso” chega para apartar a briga que se forma embaixo da minha sacada. Ameaças de tiro, de faca e tudo mais são proferidas por ambos;

E, eis que surge a vítima, mais calma, ainda com um ar de preocupação pelo que possa se suceder aos dois se continuarem na rua, numa discussão agora com motivos nobres. A defesa da sua irmã!

A vitima abraça o seu agressor e namorado, desenhando ao ar livre uma cena comum onde vitima e agressor se amam, embora peleiam por motivos torpes. A cena, é vista por quase todos os moradores que não se envolvem, cumprindo religiosamente a lei do silêncio, apenas um homem, que na ultima semana havia agredido sua esposa, se mete, pedindo que todos se acalmem e que nada daquilo ia dar em nada.

O desfecho dessa história termina em uma frase conhecida por todos:

“Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher!”

O casal retorna para casa junto, de mãos dadas como se nada tivesse acontecido, o irmão da vitima também retorna a sua casa, arrependido talvez de ter defendido sua irmã, que em menos de 20 minutos já havia perdoado seu namorado.

Conclusão:

Na vila Maria da Penha me resta apenas assistir de camarote, enquanto esquento o café a mais um show noturno de um casal que perde os limites da razão, partindo para agressão. Do bate boca à chutes, tapas e socos, termina mais uma história da minha vila, manchada agora pelo crueldade, pela falta de confiança, pela paranoia e ciúmes que de nada servem a não ser para afastar amores.

Aos jovens casais, que brigam por nada, vivam como se fosse o primeiro dia que se conheceram ou desistam do amor como eu fiz!

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