15/11/2011

[Seriado] Os Sobreviventes – Episódio 5

- Senhores e senhoras, nós já demos o primeiro passo, caminharemos durante 3 horas e descansaremos 1 hora. Não temos carros para levar todos, e mantenham-se em silêncio. – Alertou Fellipo

O grupo de sobreviventes dirigia-se para a Fazenda Santa Ana, os perigos da noite estavam a espreita de todos ali. Fellipo cuidava deles como se fosse um pai. Os protegia dos algozes vindos do espaço para roubar-lhes os pensamentos e os sonhos.

Do outro lado, Rood, buscava por seus amigos que havia deixado para traz. E com ele Carol, Jack e 3 amigos guerreiros. Eles estavam em busca dos sobreviventes que ficaram em suas casas na cidade, na lista de Rood estavam todos que ele gostava, ou tinha admiração. E este grupo tinha uma missão, e não era só a de salvar, mas dar esperança ao outro grupo.

A pequena cidade de Canguçu, estava sitiada por alienígenas que queriam capturar as tecnologias, a história de um povo e os estudos científicos. Os amigos de Rood precisavam dele. Rood mais ainda.

- Atenção pessoal – Alertou Rood, abaixando a cabeça e tomando um graveto na mão começou a desenhar o plano de resgate de Augusto e Suélem.

- Olhem bem aqui, essa é a casa de Augusto, não há como entrar pelos fundos, só temos acesso pela frente. Eles estão cercados por aliens porque tem informações que deixei com eles, e essas informações não estão no papel, estão em suas mentes, precisamos salvar o Augusto, só que antes temos chutar a bunda de alguns aliens.

- Você quer dizer que há aquelas coisas perto da casa deles? – perguntou Jack

- Perto só, não! Eles estão cercados. A casa é muito bem protegida e não conseguiram entrar. Mas uma janela por onde eu os coloquei lá, antes de ir procurar pela Paloma. Eles estão seguros lá dentro, e nós precisamos tira-los de lá, e chamar a equipe que Fellipo nos prometeu. E leva-los para a fazenda.

Jack ainda pensou em questionar, mas não havia mais tempo, era executar a missão ou morrer ali como outros tantos.

- Quero que você Jack, dê a volta na quadra e fique esperando o meu sinal, e ataque eles por trás. Você precisa arrancar a cabeças deles, e no momento que fizer isso, você terá alucinações. Os fluidos dos pensamentos deles passarão para você. Você não deve crer no que está vendo, quando tirar a cabeça deles. Ok?

- Certo! – prometeu Jack

Carol observava a movimentação alien na volta da casa, sem medo, como se ela não fosse uma jovem moça, mas sim um guerreira. Ela acreditava em Rood.

- Rood, temos 3 sentinelas aliens na frente da casa, e mais dois em cada esquina. Como procederemos? – Questinou Carol.

- Esperaremos Jack, fazer a volta na quadra, e eliminaremos ao mesmo tempo, os dois dessa esquina. Temos de ser muito rápidos. Lucas, e Paulo vão esperar o meu sinal, e atacarão os 3 da frente da casa. Quando isso acontecer, acenderemos o estopin, e teremos menos de 5 minutos até que o reforço chegue.

- Ok, Rood. Vamos nos preparar! – Afirmou Carol.

E posicionaram-se de modo que o ataque fosse cronometrado, Jack e Marcio estavam na esquina a esquerda, Carol e Rood a Direita. Paulo e Lucas iriam atacar assim que os 4 sentinelas estivessem mortos. O sinal seria um assovio, que chamaria a atenção dos sete sentinelas alienígenas naquela quadra. 4 morreriam instantaneamente após o assovio. Bom, era o plano original de Rood, que não contava que Jack, seria traído pela sua própria mente.

- Fioouuu – assoviu Rood.

E deram prosseguimento no plano, Carol e Rood atacaram e eliminaram os dois, lá… no outro lado, Jack atacou e foi surpreendido pelas alucinações extra-terrestres. Caindo no chão, Jack começou a ter visões sobre eventos passados, e enxergar Marcio como inimigo. Assim, que ele atacou o alien, partiu para cima do seu amigo Marcio, que tentava atacar o outro alien.

- Para Jack!!! – Gritou Marcio

Que não respeitou sua voz, e tentava atacar, Marcio se viu sozinho contra o alien e seu amigo. E teve de recuar, tentando se defender da alucinação que Jack sofria.

Paulo e Lucas, partiram para a frente de casa, e começaram o ataque aos 3 sentinelas do espaço. E foram reforçados por Rood. Vencido os 3, Rood solicitou que esperassem a chegada de Jack e Marcio, porém já se passava 1 minuto e nada.

Marcio, correu em direção ao centro da cidade, atraindo Jack. E o outro alien, que fazia guarda na esquina, tele-transportou-se para algum lugar, do qual não temos conhecimentos, o que podemos dizer é que, ele estava indo buscar reforço.

Rood, sabia que algo tinha dado errado na outra esquina, e que precisava agir muito rapidamente para resgatar Augusto e Suélen,

- Paulo, vá até o Jack e veja o que está acontecendo, encontre-os e levem-nos ao ponto de encontro. E esperem por nós lá. – ordenou Rood.

E Paulo correu até a esquina e nada viu, nem Jack nem alien.

Carol, Rood e Lucas entraram na casa, e encontraram Augusto e Suélen, num dos cômodos, escondidos perto de um guarda-roupas preto.

- Augusto, viemos busca-los.

- Eu não vou sair daqui, está cheio deles lá fora. Estão esperando por você. – comentou Augusto

- Como assim por mim?

- Nós somos apenas iscas, eles querem você!

- Não vimos mais do que 7 lá fora, e todos estão mortos. Precisamos sair daqui o mais rápido possível.

- 7? Você não sabe de nada, olhe pela Janela!

E Rood, correu até a janela e viu um batalhão de alienígenas que cercavam a casa.

- O que faremos agora? Estamos cercados! -  perguntou Carol

Todos naquele quarto se olharam, Augusto já não tinha mais esperança, Suélen chorava com medo da morte que estava a poucos metros dali. Rood, calmo e paciente, quis dizer alguma coisa, mas apenas balançou a cabeça em sinal de desprezo à falta de otimismo deles.

Enquanto, Rood pensava, Jack perseguia o amigo pela ruas da cidade, ainda sob o efeito do alucinógeno que exala quando é decepada a cabeça de um alienígena.

- Faremos o seguinte, vou sair com a Carol e o Lucas, e vou ir pela esquerda, eles vão nos seguir, e vocês saem pela direita, e corram o máximo que puderem, daremos a volta na quadra, vou pedir por rádio que Paulo, roube um carro e nos espere lá. Ok? – Comentou Rood com eles.

- Não sei se consigo Rood. – Afirmou Augusto.

- Você consegue, você foi um militar, é filho de militar, você terá de proteger Suélen.

Rood, conseguiu contato com Paulo, e pediu que ele fizesse exatamente como o planejado. E alertou que havia muito alienígenas a direita dele, que ele contornasse o perímetro, roubasse o carro, e esperasse por Augusto e Suelen na rua que passava nos fundos da casa. Recebendo contato positivo de Paulo, ele colocaria o plano em prática.

- Prestem atenção, corram o máximo que puderem contornem a quadra e terá um carro esperando por vocês lá. – solicitou Rood.

Os alienígenas não eram tolos, e sabiam que havia 5 pessoas na casa. Rood, esperava por isso, como jogador de xadrez, sabia que o plano podia falhar, mas era a única chance que tinham.

Carol e Lucas, colocaram o capuz, e saíram da casa, pela esquerda atraindo quase todos os alienígenas, Augusto e Suelen saíram pela direita, e correram o máximo que puderam, mas ao chegarem na esquina, havia 2 aliens. Augusto, tentou retornar, mas já sabia que eles eram a presa nos últimos segundos de vida, quando o caçador já cheio de esperança usa com displicência a sua arma. Ele sabia que o que restava era apenas pedir a Deus pelo milagre. Quando ouviu:

- Saiam daí, escondam-se na casa atrás de vocês! – era Jack, que já havia entendido que sofrerá uma alucinação fortíssima e junto com ele Márcio. Ambos, chamaram a atenção dos aliens que agora tinham como objetivo elimina-los e voltar a caçar Augusto e Suelen.

Augusto levantou-se e ajudou Suelen a levantar, mas ela escorregou a acabou fraturando a perna, não podendo correr pois a dor lhe tirava as forças. Eis que a força era essencial naquele momento. A tensão não pode nem ser expressa, tamanha era expressão de dor. Mesmo assim, ele tentou levanta-la, e carregando ela que, ora desmaiava, ora acordava para chegar a casa que estava a poucos metros. Porém, nem sempre o destino é generoso. Diante deles, estava mais uma daquelas coisas horríveis, que os olhou nos olhos, como se dissesse, “vocês não tem mais saída”.

Essa besta do espaço, arrancou o coração de Suelen diante dos olhos cheios de lágrimas de Augusto. Ele via o seu próprio coração sendo-lhe arrancado de dentro de sua amada. Nada mais lhe importava naquele momento, ele não poderia ter feito nada. Ele apenas viu o coração dela pulsando na mão de seu algoz. A dor da perda o deixou sem reação, e como um cordeiro indefeso, estava nas mãos do frio e calculista assassino espacial.

Augusto permaneceu ali, frente a frente com verdugo de sua amada Suelen, sem reação, como se fadado a morte, a mercê da espada cruel e impiedosa de um alienígena assassino. Ele, apenas desejou sua própria morte. E tanto fazia se a espada do carrasco espacial o mataria ali mesmo.

Jack eliminava mais esse, que caía sobre o corpo imóvel de Augusto, que permanecia sem reação e nem medo, apenas a dor da perda de Suelen.

Rood, rapidamente chegava ao local no carro roubado, perseguido pelo batalhão de ratos alienígenas, que estavam prontos para surrupiar a vida de mais alguns dos sobreviventes.

- Entrem logo no carro, vamos!  - gritou Rood.

Rood, já perceberá o que havia acontecido antes mesmo que parasse o carro para seus amigos entrar. Carol via a cena e lagrimas escorreram de seus lindos olhos. Ambos sabiam que nada mais havia de ser feito.

- Vamos sair daqui! Tragam o corpo dela, e peguem o Augusto e coloquem no carro! – ordenava Rood.

O corpo de Suelen, foi colocado sob o colo de todos no carro, Carol que havia ficado mais perto do rosto de Suelen, arrumava seu cabelo, e fazia carinho naquele rosto desfalecido, enquanto lagrimas molhavam sua face triste pela perda de uma jovem.

Fugaram do local, despistando o batalhão de aliens, e levaram o corpo de Suelen para um local onde pudesse ser enterrada. Rood, foi o primeiro a descer do carro, deitou um lençol velho, que se encontrava no porta-malas, no chão e pediu que o corpo de Suelen foi posto ali. Era visível a desilusão da perda no rostos de todos presentes.

Augusto permanecia imóvel a cena. E o silêncio foi quebrado com algumas palavras de Rood.

- Amigos, hoje nossos corações estão perdidos e foi nos arrancado parte dele. Suelen era uma moça bacana. Mas não posso dizer aqui que apenas ela não merecia isso porque na verdade, ninguém merece nada do que está passando. Precisamos salvar outras pessoas. Há outros que contam comigo, se não quiserem ir eu entenderei…

E foi interrompido por Augusto:

- Rood, vamos acabar com eles!

Quebrava-se assim o silêncio de Augusto, que tinha um motivo agora para lutar e vingar a morte de Suelen.

Por alguns instantes, Rood se afastou para chorar a perda da amiga, escorado em um arbusto de médio porte, só lhe vinham as boas lembranças, que outrora a convivência com Augusto e Suelen lhe proporcionavam e hoje só há a dor de ver amigos tendo suas vidas ceifadas por esses cruéis alienígenas.

Carol aproximava-se de Rood, colocando a mão sobre seu ombro, que estimulado ao toque, abaixou a cabeça em sinônimo de tremenda tristeza. E ali, por alguns instantes Carol permaneceu. Saindo quando perceberá que Rood queria ficar só por alguns minutos.

Assim que Carol retirou-se do lado dele, ele levantou a espada, e sob o brilho do luar, viu que ele era a única saída. E que não poderia desistir. Virou-se e disse:

- Carol, quem é o próximo da lista?

Amanhã, saberemos quem é próxima pessoa que Rood e seus amigos terão de salvar. Indique a todos nossos amigos, todos estarão presentes nesse seriado apocalíptico.

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