19/08/2011

A Casa Amaldiçoada

Eu nem sei como começar a contar essa história, que é sem dúvida uma história real.

Em maio desse ano, voltei a minha residência onde fui criado pelos meus pais. Um casa de 1960, localizada um pouco afastada da cidade. Nessa casa, uma senhora conhecida aqui apenas por ALDA, cometeu o suicídio. E desde então a casa tornou-se uma maldição para qualquer pessoas que a possua ou more nela.

Eu me criei ali, e vi meu pai morrer aos poucos dentro daquela casa, sofrendo com a dor de um câncer que tomou conta de seu intestino.

Por diversas vezes, vi e ouvi meu pai falar em suicídio, bem como minha irmã também. Eu tentei anos mais tarde também.

Mas quero relatar os meus últimos dias nessa casa!

Em maio quando me mudei (de volta) começou os problemas na minha vida. Comecei a enfrentar todos os meus fantasmas do passado. Dores de cabeça constantes, falta de água, falta de luz. E por fim a falta de alimentação.

Até que um dia escrevi essa oração a Deus.

“Talvez eu não seja digno de Deus… talvez o esquecimento Dele em relação a minha pessoa tenha feito esmorecer a minha vitalidade. Como se ele obrigasse a desejar minha própria morte. Trazendo privações e humilhações.

Sinto que será um péssimo ano.

E que seja mesmo, terei, talvez mais força para mostrar que mesmo sob humilhações e dificuldades eu consegui vencer.

Que eu passe fome!

Que eu passe trabalho!

Que eu passe dificuldades!

A vida de um guerreiro é feita de batalhas, e a coragem o acompanhará pela vida toda.

Se eu tiver o que comer hoje, isso sim será o importante, o amanhã dependerá das minhas decisões de hoje.

Desisto de dizer que Deus está sempre do meu lado, Ele não está!!!

Se Ele quer me ver morto de fome, e mendigando o pão aos amigos, Ele não verá! Ele terá de me matar por outros meios que não seja pelas minhas próprias mãos.

A partir de hoje terei mais confiança em mim, terei mais respeito por mim, porque Deus inexiste na minha melancólica vida.

Que espécie de Pai deixa seus filhos se matarem entre si? Meu pai não é Deus, não quero nada Dele. Porque tudo que pedi hoje, Ele pareceu me virar as costas.  Pois que Deus fique sozinho, e que tenha um bando de coitados sem educação e cultura que o sigam.

Nego a Deus pela crueldade do livre arbítrio e deixo até de citar seu nome. Porque em seu nome vemos guerras, mortes e roubos.

Que na minha solidão reflita, o que é realmente um fraco. Eu lutando pela minha própria sobrevivência, mostrarei o quão forte sou, sem a ajuda que ele poderia me dar.

Que ele veja a minha tristeza!

Que ele assista de pé as minhas conquistas!

Que ele me veja morrer de fome, sabendo que poderia ter ajudado ao menos um pouco.

Que ele veja que poderia ter me dado as ferramentas que eu mesmo faria o trabalho.

E que seu coração amargo e frio, se aqueça sabendo que o mais fiel dos homens poderia estar dando testemunho de seu poder, mas Ele desistiu antes de mim.

E se não queres ajudar um homem que para não se humilhar caminhou 45km, não ajude! Mas também não peça  que ele te glorifique.

Amigo que é amigo, ajuda o outro. E o Senhor meu amigo não é!!!”

Essa foi a oração que escrevi num momento de revolta contra as atitudes de abandono de Deus.

Óbvio, que hoje posso dizer que sem Ele, não estaria onde estou! No fundo, no fundo eu sabia que Ele era comigo, que mais dia menos dia eu sairia do fundo do poço.

E sai!!

Dois dias após escrever isso, vendi minha casa, comprei um carrinho e uma casinha. E sempre estou com dinheiro. Sempre! Me alimento todos os dias, graças a vontade de Deus.

Mas a maldição da casa permanece. Quem mora ou é dono do local, é envolto de problemas dos mais diversos.

Não é um fantasma, não é um monstro que existe lá! A casa é o mal, a escuridão. Ou talvez ela tenha me mostrado para o que vim ao mundo!

Ajudar as pessoas! Desconhecidos ou não!

Se leram, sigam-me no Twitter @GegeFranz 

Essa história é real!!! Não duvide disso.

O ex vereador que morou na casa, “Tio Barnabé” sofreu na pele os problemas que a casa lhe trouxe. E o novo morador está do mesmo jeito.

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